No dia 18 de abril, aconteceu na Aldeia Marakanã um mutirão agroecológico voltado para a reativação de sua horta comunitária. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Rede Carioca de Agricultura Urbana, Terrapia/ENSP, a AS-PTA, a Fiocruz Mata Atlântica e a Organosolo, reunindo esforços de diferentes organizações em prol da agroecologia e da soberania alimentar.
Durante a atividade, além de diversas culturas agrícolas, foram plantadas espécies como jenipapo e urucum, tradicionalmente utilizadas em pinturas corporais indígenas e carregadas de profundo significado cultural. O mutirão também promoveu a integração de coletividades urbanas e a luta dos povos indígenas, fortalecendo vínculos comunitários por meio do trabalho coletivo e do compartilhamento de saberes.
A mobilização teve como principal objetivo consolidar a implementação de uma horta urbana no território da Aldeia Marakanã, assim como iniciar o manejo e a construção da Floresta Urbana da região. Localizada em uma área marcada por intensos conflitos fundiários e pela especulação imobiliária no Rio de Janeiro, a aldeia se afirma como espaço de resistência e de preservação cultural, ao mesmo tempo em que propõe alternativas sustentáveis de produção de alimentos.